Sobre a primeira afirmação, o que eu posso dizer é que Battle for the Sun, For What It's Worth e Devil in the Details são, de fato, canções parecidas. Pelo menos para mim, elas soam como se tivessem a mesma batida. E, sinceramente, outro ponto em comum delas é superficialidade da letras (talvez Devil in the Details nem seja assim tão superficial como as outras duas, mas enfim).
Tendo dito isto, eu considero todas, todas as outras faixas muito singulares. Com exceção de The Never Ending Why, da qual não sou muito fã, as outras 12 músicas restantes são fantásticas.
*Primeiramente, eu amo Kitty Litter, e achei uma faixa de abertura incrível. Traduziu bastante o espírito do álbum e o refrão é ótimo.
Love of mine this fortress in our hearts
Feels much weaker now we're apart
Ashtray Heart recebe muito mais ódio do que eu esperava. É outra canção que eu gosto muito. Bright Lights tem um comecinho muito amorzinho, sou seriamente apaixonada por aquele começo. E para não falar de todas as canções, vou direto para as minhas preferidas: Julien, Unisex e In a Funk. Julien é bem simples, na realidade. A batida tem um quê de irreverente e a letra fica na cabeça por horas e horas, mas o que mais me encanta é a voz do Brian. Sou uma fã declarada do que ele faz nos vocais, e essa canção em particular me deu arrepios (o verso Now that it's snowing in your brain especialmente). Unisex e In a Funk me ganharam porque... Bem, porque as letras são fascinantes.
Inside we are Picasso blue
Outside it's armageddon
(Unisex)
Is it a reconciliation?
Or just a way of killing time?
(In a Funk)
Não pude não me apaixonar.*Agora: o som deles ficou muito comercial? Não, meu bem, não!
Battle for the Sun não foi o primeiro álbum que eu ouvi – foi Meds. Particularmente, eu gosto bastante de Meds, e também de Placebo e Without You I'm Nothing. Para resumir a história, eu consigo ver que eles mudaram ao longo do anos, mas não acho, de forma alguma, que a "qualidade" do som deles tenha decaído.
Aliás, eu acho o Loud Like Love um álbum igualmente incrível!
(PS: Eu não citei o Black Market Music nem o Sleeping With Ghosts por pura preguiça).
Depois de escutar Kings of Medicine e The Movie On Your Eyelids (especialmente esta), não consigo dizer que eles ficaram comerciais. Pode ser que eles tenham fugido um pouco da batida "pesada" e da melancolia persistente que marcam outros álbuns, mas eu não achei isso algo ruim, muito pelo contrário.
Se Placebo fizesse o mesmo tipo de som ao longo desses 20 anos, seria mais uma dessas bandas que você nunca consegue se lembrar qual o nome da música que você está escutando porque todas soam exatamente iguais.
Sou (e acho que sempre serei) uma defensora do Battle for the Sun. É um álbum inovador - acho que todo mundo foi pego de surpresa por ele, e isso é algo que contribui para o fato de eu gostar tanto dele.
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